sábado, 17 de dezembro de 2016

Justiça aceita denúncia e Lula se torna réu na Operação Zelotes

Santos Águia     dezembro 17, 2016    

Foto: Reprodução
A Justiça Federal decidiu nesta sexta-feira (16) aceitar denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o filho dele, Luiz Cláudio Lula da Silva, pelos crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa no âmbito da Operação Zelotes, da Polícia Federal.

A decisão foi proferida pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal.

Com a decisão, Lula passa a ser réu em quatro ações penais. O ex-presidente já responde a duas ações na Justiça Federal em Brasília, pela participação na compra do silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e por tráfico de influência, e outra na Justiça Federal na Operação Lava Jato, na qual o ex-presidente é acusado de receber R$ 3,7 milhões da Odebrecht.

Denúncia

De acordo com a denúncia, as investigações apuraram que Lula, seu filho, e os consultores Mauro Marcondes e Cristina Mautoni participaram de negociações irregulares no contrato de compra dos caças suecos Gripen e em uma medida provisória para prorrogação de incentivos fiscais para montadoras de veículos. Segundo o MPF, Luís Cláudio recebeu R$ 2,5 milhões da empresa dos consultores.

Defesa

A defesa Lula, em nota, chamou de “acusação frívola contra o ex-presidente e seus familiares” a denúncia pela qual o petista se tornou réu pela quarta vez.

No texto assinado pelo advogado Cristiano Zanin Martins, a defesa diz que a nova ação da Justiça Federal “faz parte de uma tática de tentar desconstruir a imagem de Lula e de prejudicar a sua atuação política”.

Operação Zelotes

A Operação Zelotes investiga a manipulação de processos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) – órgão colegiado do Ministério da Fazenda, última instância administrativa dos processos fiscais. É a ele que os contribuintes recorrem para contestar multas.


De acordo com as investigações, empresas de advocacia e consultorias influenciavam e corrompiam integrantes do Carf. Dessa forma, manipularam trâmite e resultado de processos e julgamentos envolvendo empresas interessadas em anular ou diminuir os valores dos autos de infrações emitidos pela Receita Federal.

Fonte: Parana Portal

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