Dirigentes e arbitragem são absolvidos pela não realização do Atletiba; Federação é multada

Santos Aguia | 12:01 | 0 comentários

Foto: Renato Baldissera/Eleven/Estadão Conteúdo
O Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-PR) julgou todos os incidentes ocorridos no clássico Atletiba que não aconteceu no dia 19 de fevereiro, na Arena da Baixada. Em julgamento que durou quase seis horas, o TJD-PR absolveram os quarteto de arbitragem e os dirigentes de Atlético e Coritiba, mas multou a Federação Paranaense de Futebol (FPF) em R$ 20 mil que será destinado ao Hospital Pequeno Príncipe.

O árbitro Paulo Roberto Alves Júnior, os assistentes Weber Felipe da Silva e Júlio César de Souza e o quarto árbitro Rafael Traci foram denunciados no artigo 191 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) por não cumprir ou dificultar o cumprimento de obrigação legal e mais no artigo 269 por recusar-se, sem justificativa, a iniciar a partida. Dois auditores votaram pela punição dos quatro árbitros, mas a maioria de votos foi pela absolvição.

Assim como a arbitragem, todos os dirigentes de Atlético e Coritiba que entraram no gramado da Arena da Baixada ou ficaram na boca do túnel foram absolvidos no artigo 258-B por invadir o local destinado para arbitragem ou local de jogo. No total foram nove profissionais que não foram condenados: Luiz Sallim Emed (presidente do Atlético); Marcio Lara (vice-presidente do Atlético); Mauro Holzmann (diretor de marketing do Atlético); Regina Bortoli (diretora jurídica do Atlético); José Fernando de Macedo (vice-presidente do Coritiba); Ernestro Pedroso (diretor institucional do Coritiba); Rodrigo Weinhardt (diretor de comunicação do Coritiba); Alex Brasil (diretor de futebol do Coritiba); Rafael Zucon (supervisor de futebol do Coritiba).

Já a FPF foi denunciada nos artigos 191, 206 – por atrasar o início da partida – e também 203 – por deixar de disputar a partida sem justa causa ou dar um motivo para a não realização. Os auditores definiram condenar apenas no artigo 203 com uma multa de R$ 20 mil.

Como foi o julgamento

A procuradoria do TJD-PR começou o julgamento mostrando todas as entrevistas feitas pelos dirigentes de Atlético e Coritiba e também destacou o trecho em que o quarto árbitro Rafael Traci disse que o jogo não começou por ordens do presidente da FPF, Hélio Cury.

Entretanto, o árbitro Paulo Roberto Alves Júnior negou que tenha recebido qualquer ordem do presidente da FPF para dar início ao jogo e apenas cumpriu o regulamento de não deixar pessoas consideradas “estranhas” na beira do gramado. “Reparei que tinha inúmeros dirigentes invadindo em campo e vindo falar comigo. Minha preocupação era o policiamento tirar essas pessoas e assim que tirassem, o jogo começaria. Não tinha nada a ver com transmissão de A, B ou C. Minha preocupação era cumprir o regulamento e eles saindo podiam ir para qualquer lugar. Eram pessoas estranhas que eu nem sei sabia quem era, podiam trazer risco para a partida”, explicou.

O próprio Traci corroborou que a informação não foi passada e admite que se “enrolou” após a vasta quantidade de informações passadas durante todo o acontecido. “Depois que entramos em campo, o vídeo já fazia uns 10 minutos da pequena confusão. Você escuta tanta coisa de transmissão, Hélio Cury, eu achei que teria algo a ver com transmissão, mas foi algo pessoal. Eu me enrolei e o vídeo é editado. Infelizmente, editaram a parte que foi de interesse”, declarou.

Responsável pelo credenciamento de todos os profissionais da imprensa, a supervisora da FPF, Júlia Abul-Hak, explicou que os responsáveis pela transmissão oficial dos clubes entraram por um outro portão e ressaltou que o diretor de marketing do Rubro-Negro Mauro Holzmann negou a saída de todos os profissionais não credenciados.

“Quando fui para o gramado, essas pessoas já estavam no gramado e estavam usando um colete que não é o que a gente fornece para a imprensa. Avisei a arbitragem dessa situação, fiz fotos dessas pessoas no gramado e avisei novamente que não poderiam ficar no gramado. Voltei no vestiário da arbitragem para confirmar que elas estavam entorno do gramado”, disse a supervisora. “Eu sugeri que ficasse no gramado o cinegrafista de cada clube mais as repórteres de cada clube. Essa sugestão não foi aceita e novamente o senhor Mauro Holzmann disse que ninguém saísse do gramado”, complementou.


Dos denunciados do Atlético, apenas a diretora jurídica Regina Bortoli esteve presente no TJD-PR e ressaltou que tentou um acordo para que os profissionais estivessem credenciados no dia do jogo. Já do lado do Coritiba, o diretor de futebol Alex Brasil, o supervisor de futebol Rafael Zucon e o responsável pelo setor de comunicação Rodrigo Weinhardt foram questionados e todos destacaram que o primeiro argumento para adiar o jogo era a transmissão nas redes sociais.


Fonte: Banda B

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