“Batman” é preso em Curitiba em investigação sobre transporte do Rio

Santos Aguia | 10:46 | 0 comentários

Foto: Francielly Azevedo/Paraná Portal
A Polícia Federal cumpriu o mandado de prisão do empresário Nuno Canhão Bernardes Gonçalves Coelho, na manhã desta quarta-feira (9), em Curitiba. No total, são dois mandados de prisão e seis de busca e apreensão na capital.

O mandado é cumprido no âmbito da Operação Ponto Final, ligada à Lava Jato.  A ação foi batizada de “Gotham City”, em referência aos personagens Batman e Robin.

Nuno Coelho seria conhecido como “Batman” e o outro suspeito, Guilherme Vialle, que está no exterior, como “Robin”. A Interpol já foi informada sobre o mandado de prisão.


Uma equipe da PF esteve na sede da empresa Koios Participações S.A., que seria de um dos envolvidos, nesta manhã, no centro de Curitiba, para cumprir um dos mandados de busca e apreensão. Os policias chegaram por volta das 7h (horário de Brasília) e permaneceram no local até às 11h.

Os pedidos de prisão foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal Federal, no Rio de Janeiro. Os investigados estariam ligados ao esquema de corrupção envolvendo o Departamento de Transporte Rodoviário (Detro), do Rio de Janeiro.

Os empresários são suspeitos de tentativa de lavagem de dinheiro para o ex-diretor do Detro, Rogério Onofre e sua esposa, Dayse Neves, presos no início do mês passado. Eles teriam comprado 11 imóveis que pertencem ao grupo e apenas a metade do valor foi declarada em cartório.

Operação Ponto Final

Onze pessoas já foram presas na operação neste início de semana. O alvo é um esquema de pagamento de propina no setor de transportes do Rio de Janeiro.

Entre as pessoas detidas, estão o empresário Jacob Barata Filho, o presidente da Fetranspor Lélis Marcos Teixeira e o ex-presidente do Departamento de Transportes Rodoviários do Rio (Detro).
Segundo as investigações, o esquema criminoso mantido por servidores, políticos e órgãos fiscalizadores, entre outros agentes, teria movimentado cerca de R$ 260 milhões. O ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) teria recebido R$ 122,8 milhões em propina entre 2010 e 2016 – ele deixou o cargo em 2014.

Denúncias

Nesta terça (8), o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) virou réu pela 14ª vez na Lava Jato. Outras 23 pessoas também foram incluídas com rés.



Os denunciados pelo MPF foram investigados durante a Operação Ponto Final. A investigação aponta o pagamento de R$ 145 milhões em propinas em um esquema criminoso no setor de transportes do Rio.



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