Richa promete processar delator da Operação Quadro Negro

Santos Aguia | 09:42 | 0 comentários

Foto: Francielly Azevedo / Paraná Portal
O governador Beto Richa (PSDB) voltou a se defender, nesta segunda-feira (4), das acusações envolvendo seu nome no âmbito da Operação Quadro Negro, que investiga o desvio de verbas em contratos para a construção de escolas no Paraná.

“É mentira”, disse Beto Richa em coletiva no Palácio Iguaçu, sede do governo estadual em Curitiba, nesta manhã. “Todas as acusações que me fazem são absolutamente falsas. Nós tomamos todas as providências para que fosse elucidado esse crime que foi feito no estado do Paraná”.

O governador foi citado na delação do dono da Construtora Valor, Eduardo Lopes de Souza, que afirmou que os recursos desviados de obras em escolas estaduais foram repassados a lideranças do PSDB para que fossem utilizados na campanha de reeleição do governador Beto Richa (PSDB), em 2014. Eduardo Lopes de Souza disse, em delação, que teria participado de reunião na casa de Beto Richa para acertar detalhes sobre como faria os repasses. Ele contou que o dinheiro era entregue em uma mochila e em caixas de vinho ao então diretor da Superintendência de Desenvolvimento Educacional (Sude) Maurício Fanini. O empresário também afirmou que fez repasses a Richa depois das eleições de 2014, já visando uma eventual campanha do governador para o Senado. Os contratos da Valor com o governo estadual que são investigados somaram R$ 32 milhões.


Ainda segundo Beto Richa, o delator teria inventado uma “historinha” envolvendo políticos e o governador para conseguir sua liberdade. “Este criminoso que me acusa de maneira falsa, leviana, mentirosa, irresponsável”, disse.

“Nesse primeiro momento, ele se deu bem, mas não tenho dúvida que, na hora de apresentar as provas, que não existem, ele volta para a cadeia”. O governador informou que entrará com uma ação criminal contra o delator. “Estou entrando com uma ação criminal contra esse sujeito que sequer conheço, nunca estive com ele, nuca pedi nada para ele, nunca autorizei ninguém que pedisse algo para esse sujeito. Ele vai responder na Justiça”.

Beto Richa também voltou a dizer que todas as providências para facilitar as investigações e as informações de irregularidades e denúncias foram encaminhados à Polícia Civil, Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado. “Podem até dizer que cometi excessos na apuração dos fatos, na exoneração dos suspeitos. Todos foram demitidos, alguns presos”, afirmou, afirmando que houve também bloqueio de bens para o ressarcimento dos danos. “Nunca pedi que fossem poupados na investigação pedida por mim”.

Richa afirma que as contas de sua campanha foram todas detalhadas e a origem dos recursos especificada. “Foram mais de 20 folhas, tudo criteriosa e detalhadamente apresentado à Justiça Eleitoral”, disse. “Foram aprovadas as duas contas das eleições que participei”.

Segundo Beto Richa, após cerca de um ano com as obras paradas, os editais de licitações já estão fixados para a retomada dos trabalhos.

A delação de Eduardo Lopes de Souza ainda aguarda por homologação do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Afirmações mentirosas”

O governador Beto Richa já havia emitido nota oficial na sexta-feira (1º), negando as acusações e desqualificando o delator.
Confira a íntegra da nota:
O governador Beto Richa classifica as declarações do delator como afirmações mentirosas de um criminoso que busca amenizar a sua pena. Tais ilações sequer foram referendadas pela Justiça. E suas colocações são irresponsáveis e sem provas. O governador afirma que nunca teve qualquer contato com o senhor Eduardo Lopes de Souza e sequer fez ou pediu para alguém fazer qualquer solicitação a essa pessoa para a campanha eleitoral de 2014. Todas as doações eleitorais referentes à eleição de 2014 seguiram a legislação vigente e oram aprovadas pela Justiça Eleitoral.

O governador lembra ainda que foi a própria Secretaria de Estado da Educação que, em abril de 2015, detectou disparidades em medições de algumas obras de escolas e abriu auditoria interna sobre o caso. De imediato, o governador determinou a demissão de todos os envolvidos. As informações levantadas internamente também foram repassadas à Polícia Civil, Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado para que tomassem as medidas cabíveis. É importante salientar ainda que a Polícia Civil do Paraná investigou e prendeu os suspeitos na denominada Operação Quadro Negro, a qual jamais teve qualquer tipo de informação antecipada.

Cabe lembrar ainda que, conforme despacho do governador Beto Richa, a construtora Valor e seus responsáveis foram punidos administrativamente pelo Governo do Estado. Nesse despacho do governador, a empresa foi declarada inidônea para participar de licitações com a administração púbica e foi aplicada uma multa de R$ 2.108.609,84.

Seguindo determinação do governador, a Procuradoria Geral do Estado também entrou com ações civis públicas na 1.ª, 4.ª e 5.ª Varas da Fazenda Publica por dano ao erário contra a construtora Valor e pessoas ligadas à empresa, incluindo o senhor Eduardo Lopes de Souza. Os pedidos de indenização pelos danos causados ao Estado somam R$ 41.091.132,80. Há ainda ações de improbidade administrativa contra os envolvidos, que também buscam ressarcimento dos cofres públicos. Ou seja, todas as medidas cabíveis foram tomadas para reparação e ressarcimento do erário público e punição dos envolvidos.


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